A Conta da Crise: Brasília Paga pelo Rombo do BRB
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (9), um acordo que autoriza o GDF a contrair um empréstimo bilionário de R$ 6,6 bilhões. O montante visa cobrir o rombo financeiro do Banco de Brasília (BRB) decorrente da controversa aquisição de ativos do Banco Master. A proposta, consolidada em acordo no Supremo Tribunal Federal, impõe severas restrições orçamentárias ao DF por até 15 anos.
A operação é alvo de críticas por transferir à população os custos de uma gestão temerária. Ao priorizar o socorro financeiro a um banco, o governo Celina-Ibaneis sacrifica investimentos essenciais. O prejuízo é direto: o teto de gastos imposto pelo endividamento compromete recursos de áreas vitais como saúde, educação e assistência social. Para a população mais vulnerável, que depende exclusivamente do serviço público, o resultado é a precarização do atendimento e o sucateamento das políticas de bem-estar.
A votação expôs uma profunda divisão na Casa. Enquanto parlamentares da oposição alertaram para a falta de transparência e os riscos do negócio, a base governista garantiu a vitória do projeto. O clima na CLDF foi de indignação diante de denúncias sobre possíveis vínculos entre os deputados que votaram a favor e os interesses ligados à crise do Banco Master.
Este cenário de retrocesso reforça a urgência de uma mudança política no Distrito Federal. A superação dessa crise de gestão passa, obrigatoriamente, pela eleição de uma robusta bancada de esquerda em 2026 e pelo fortalecimento de uma candidatura como a de Leandro Grass ao Governo, capaz de retomar a prioridade no povo.